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domingo, 4 de novembro de 2012

Conversa telefônica

Introdução geral para a coleção de textos.

Caro leitor, os textos abaixo resultaram de um processo de formação que teve como proposta uma atividade de produção escrita com objetivos bem determinados: No caso do Grupo 4, deveríamos realizar uma conversa telefônica entre dois amigos (o componente do grupo e a pessoa que achou o cadáver).
Dessa forma, cada texto apresentado pelos componentes do grupo envolve conceitos da esfera da atividade humana "conversa telefônica", com suas condições de produção e seus elementos constituintes desse respectivo gênero textual.
Portanto, o objetivo final da atividade é cada componente elaborar sua respectiva conversa telefônica a partir de uma sequência pré-determinada de ações (LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-2), com os pontos de vista individuais a respeito da descoberta de um corpo na soleira de um apartamento.

Vejamos como cada componente construiu seu texto:

 
No primeiro texto, Marinalva conversa com sua amiga Lê sobre a inusitada descoberta em frente à porta de seu apartamento.
 
MARINALVA VIANA DA SILVA
 
"_ Oi Lê, tudo bem ?

_ Amiga, foi Deus que pediu que me ligasse, pois preciso lhe contar o que me aconteceu, senão vou ter um ataque.

_ Nossa! Conta logo, que já estou assustada.

_ Acordei meio atordoada, pois olhei no relógio e vi que já estava atrasada para o trabalho. Então levantei, fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, e quando estava embaixo do chuveiro ouvi a campainha tocar.

_ Não vi nada de diferente até agora, quase teve um ataque só porque acordou atrasada ?

_ Não, calma! Sabe que sou detalhista. Então, como estava dizendo ouvi a campainha tocar, me enxuguei e me arrumei às pressas, saí correndo do banheiro e quando abri a porta percebi algo sinistro.

_ Mas o que aconteceu ?

_ Um homem estava caído e imóvel proximo à soleira do elevador. Olhei e não vi ninguém no corredor para pedir ajuda, então corri para tentar ajudá-lo e, para minha surpresa, ao tocá-lo percebi que estava gelado e sem respiração. Fiquei trêmula e sem saber o que fazer.

_ Você deixou o homem lá ?

_Claro que não, saí correndo e fui até o telefone e liguei para o porteiro, que não aparecia nunca, para o SAMU, que também não vinha, e por último para a polícia, que a princípio achou que fosse trote. E tive que dar todos os meus dados, você acredita? E agora estão todos aqui, menos o porteiro.

_ Nossa! Estou chocada, amiga, mas, enfim, quem era esse homem?

_ Você não vai acreditar, parece um pesadelo, pois o homem era um dos porteiros que no seu primeiro dia de trabalho teve um infarto fulminante.

_ Meu Deus! Coitado...

_ É amiga, realmente parece mesmo um pesadelo, e eu que não queria estar na sua pele.

_ Agora que vão levar o corpo estou mais calma. Aparece mais tarde aqui para conversarmos melhor.

_ Estou indo agora mesmo, para ver se ainda consigo pegar esse tumulto. Beijos e já estou chegando.

_ Só você mesmo (rsrs). Beijos e até."


No segundo texto, Marlon acha que seu amigo João está de brincadeira e quase não acredita no que aconteceu.

MARLON ALVES GARCIA

"Alô, Marlon?

Alô, João, tudo bem?

Mais ou menos.

O que foi?

Rapaz, você nem imagina o que aconteceu aqui hoje.

Não sei mesmo. Diz logo o que foi.

Acordei de manhã, normalmente, olhei o relógio, levantei, fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto...

Pôxa vida, isso você faz todos os dias. Foi para dizer isso que você me ligou?

Espera aí, você não me deixa falar.

Vai logo, eu tenho um monte de coisas para fazer.

Cara, então, eu estava no banheiro e de repente a campainha da porta tocou. Eu me enxuguei às pressas, saí do banheiro, caminhei até a porta...

Já sei, era o dono do apartamento cobrando os 14 meses de aluguel... (rsrsrsrsrsrs)

Deixa de brincadeira, o negócio é sério.

Vai, continua, estou ficando curioso.

Eu destranquei a porta, e quando abri vi um homem caído na soleira.

Nossa, o negócio parece sério mesmo!!!

Estou te falando.

E aí, quem era, o que aconteceu?

Não tenho a mínima ideia de quem seja. Eu só sei que dei uma olhada em torno do corredor e vi que não havia mais ninguém por perto. Abaixei e toquei o sujeito com os dedos. Quase caí pra trás quando percebi que o corpo estava frio e rígido.

Cara, era um cadáver?

Pois é. Estou te falando que o negócio é sério e você está levando na brincadeira.

E aí, o que você fez?

Corri até o telefone e liguei para a polícia. Agora está cheio de gente da polícia em meu apartamento, fazendo um monte de perguntas e fazendo a perícia do local. Além de um monte de gente da imprensa querendo informações.

Então vou até aí, João, para te dar uma força.

Valeu Marlon, até mais."


No próximo texto, Michele conversa com sua amiga Patrícia, que estava viajando e teve uma tremenda surpresa.

MICHELE ANDRESA AUGUSTO PURGANO

“Alô!

Alô, Michele?

Oi, é ela, quem é?

Oi Michele, aqui é a Patrícia.

Oi Patrícia, tudo bem? Eu estava mesmo pensando em te ligar, mas achei que você voltasse de viagem, só no início da próxima semana, me enganei?

Ai Michele, você nem vai acreditar o que me aconteceu.

O que foi Patrícia? Algum problema com sua viagem?

Nem me lembre, realmente eu só voltaria no início da próxima semana, mas devido o ocorrido...

Meu Deus... Estou ficando nervosa, me diga o que aconteceu?

Viajei assim como o planejado.

E aí?

No terceiro dia de viagem, acordei, olhei para o relógio, levantei, fui até ao banheiro, estava escovando os dentes, quando escutei a campainha tocar.

Quem era?

Você não vai acreditar! Enxuguei-me depressa, sai do banheiro, fui em direção a porta, destravei a fechadura, quando abri a porta, vi um homem caído na soleira da porta.

Virgem santíssima! O que ele fazia lá? Passou mal?

Pior, olhei no corredor, não avistei ninguém, abaixei em direção ao homem, quando o toquei, percebi que ele estava frio e rígido e que se tratava de um corpo.

Ham? Um copo?

Não!Um corpo, um cadáver.

Que horror! Como foi isso?

Ainda não tenho todas as informações do caso. Corri para o telefone e liguei para a polícia. O corpo era de um senhor, de aproximadamente 65 anos. O hotel estava com as câmeras de seguranças desligadas, não tinha como saber o ocorrido. A polícia começou a perguntar para todos os presentes do hotel se tinham visto ou ouvido algo estranho.

Nossa...

Relatei o ocorrido para a polícia e fui informada que devo estar à disposição para maiores esclarecimentos.

E você? Qual a sua reação?

Fiquei assustada e decidi voltar para a minha casa. Não queria mais saber de viagem.

Patrícia que viagem foi essa?

Michele, essa vai ficar na história. Vou descansar, só liguei para te avisar.

Tudo bem Patrícia, estou a sua disposição, caso precise de alguma coisa, me ligue. Beijos.

Beijos Michele. Até mais.”

No texto seguinte, de Mirna, os amigos Carlos e Jorge conversam sobre uma inesperada situação.

MIRNA APARECIDA HERNANDES CORCIOLI

"O telefone toca. É Jorge, amigo de longa data.

Oi Carlos. É o Jorge.

Oi, ligando a essa hora. Algum problema?

Cara, você não sabe o que me aconteceu.

O que?

Tem um homem morto na porta do meu apartamento.

Como que isso aconteceu?

Quando eu acordei, estava no banheiro, a campainha tocou e sai correndo para atender. Ao abrir a porta, levei um susto, pois o homem estava caído no chão.

Nossa!

Ele estava frio e duro, não tinha ninguém no corredor. Corri ligar para a polícia.

Faz tempo?

Duas horas, e o defunto ainda está na minha porta e nada da polícia.

Quem será o homem?

Só Deus sabe.

Você quer ajuda?

Não, só liguei para falar com um amigo, aqui está cheio de vizinhos curiosos tomando conta do morto.

Se precisar me ligue.

Tudo bem, tchau.

Tchau."

  

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