Ganhei meu primeiro livro na pré-escola da professora Alice, “A alegre vovó Guida que é um bocado distraída” de Tatiana Belinky, confesso que a autora pesquisei na internet, pois não me lembrava. Foi a primeira leitura que realizei, porém com a cobrança que deveria ser apresentada para a professora em uma aula. A leitura em parte da minha vida foi feita de certa forma, por obrigação, sempre tendo uma finalidade, atendendo ao pedido de um professor, porque era necessário para o estudo de uma avaliação, para o desenvolvimento de um trabalho, por estar na lista dos livros indicados para o estudo do vestibular ou ainda importante para a formação de minha escolha profissional. Ao concluir minha formação na universidade, me dei conta que poderia escolher os temas e os estilos literários, sem que eles me fossem determinados e/ou deveriam ter uma finalidade, apenas ler por prazer, obter novos conhecimentos e explorar ouras culturas. Talvez tenha me dado conta um pouco tarde que a leitura poderia ser uma distração, um hobby e não necessariamente uma obrigação. Mas também tenho consciência que todas as leituras “impostas”, que hoje as chamo de necessárias, foram de suma importância em minha vida. E através da leitura me aperfeiçôo cada dia mais na escrita, me expresso oralmente muito bem, mas na escrita ainda tenho dificuldades.
sábado, 20 de outubro de 2012
Depoimentos sobre leitura
MARLON ALVES GARCIA
A leitura sempre fez parte da minha vida. Não vim de uma família de adoradores da leitura, de leitores contumazes de livros, de romances, de contos etc., mas desde cedo tive a figura de meu pai com um jornal aberto sobre a mesa do café da manhã, lendo as notícias para minha mãe, para mim e para meus irmãos, comentando fatos bons, ruins, engraçados, vasculhando nas páginas dos diferentes jornais que trazia quando voltava da padaria, algo que considerasse importante para que todos soubessem. Meu pai dizia que tinha que sair de casa para o trabalho bem informado, pois a boa informação é uma das coisas mais preciosas que um homem pode possuir.
A leitura sempre fez parte da minha vida. Não vim de uma família de adoradores da leitura, de leitores contumazes de livros, de romances, de contos etc., mas desde cedo tive a figura de meu pai com um jornal aberto sobre a mesa do café da manhã, lendo as notícias para minha mãe, para mim e para meus irmãos, comentando fatos bons, ruins, engraçados, vasculhando nas páginas dos diferentes jornais que trazia quando voltava da padaria, algo que considerasse importante para que todos soubessem. Meu pai dizia que tinha que sair de casa para o trabalho bem informado, pois a boa informação é uma das coisas mais preciosas que um homem pode possuir.
Essa lembrança me marcou, e quando foi possível procurei fazer isso com
meus filhos, lendo as notícias para eles, mas, infelizmente, os horários não
batiam e pouco conseguíamos sentar à mesa juntos para tomar café, por isso não
se manteve a tradição.
Mas o conceito de que a informação – a boa informação – é um dos maiores
bens que um homem pode possuir, isso sim consegui passar para meus filhos, e
eles sabem que a leitura e a busca de informações, seja no jornal impresso, nas
revistas e, agora, na internet, é algo essencial para seus cotidianos, para que
se destaquem em suas atividades, para que estejam um passo à frente em relação
àquilo que ocorre por aí, formando e formulando suas opiniões a partir de boas
informações, por fim, aumentando cada vez mais o conhecimento.
MIRNA APARECIDA HERNANDES CORCIOLI
Minha primeira lembrança com a leitura eram os livros didáticos velhos comprados num bazar para brincar de escolinha. Sim, quando criança sonhava em ser professora. Minha família sempre incentivou o estudo e a busca por um objetivo na vida, uma profissão. Mas confesso que a leitura não era meu forte. Na adolescência, ao florescer da rebeldia, um livro imposto: A droga da obediência me inspirou a ler mais. Contudo, meu forte sempre foi escrever. Gostava de colocar meus sentimentos, angustias desejos no papel e ficava feliz porque percebi que eram bons. Comecei a buscar os poemas da biblioteca e me encantei com Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. A paixão seguiu e no final do ensino médio sabia que escrever, fosse como fosse, era meu desejo. Então pensei em ser jornalista. Entretanto, uma velha ideia, antes tão praticada e esquecida, veio à tona: ser professora de Literatura e Redação. Sabia que a missão era árdua e difícil, tentei fugir. Não deu. Estou aqui. Busco em minhas aulas transmitir a mesma paixão pelos livros e pela escrita que adquiri ao longo da vida. Hoje como mãe de um lindo menino de quatros anos, vejo a importância de despertar cedo o gosto pela leitura e me encanta sua curiosidade ao descobrir um livro novo que ele finge saber ler e conta para a mamãe.
Minha primeira lembrança com a leitura eram os livros didáticos velhos comprados num bazar para brincar de escolinha. Sim, quando criança sonhava em ser professora. Minha família sempre incentivou o estudo e a busca por um objetivo na vida, uma profissão. Mas confesso que a leitura não era meu forte. Na adolescência, ao florescer da rebeldia, um livro imposto: A droga da obediência me inspirou a ler mais. Contudo, meu forte sempre foi escrever. Gostava de colocar meus sentimentos, angustias desejos no papel e ficava feliz porque percebi que eram bons. Comecei a buscar os poemas da biblioteca e me encantei com Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. A paixão seguiu e no final do ensino médio sabia que escrever, fosse como fosse, era meu desejo. Então pensei em ser jornalista. Entretanto, uma velha ideia, antes tão praticada e esquecida, veio à tona: ser professora de Literatura e Redação. Sabia que a missão era árdua e difícil, tentei fugir. Não deu. Estou aqui. Busco em minhas aulas transmitir a mesma paixão pelos livros e pela escrita que adquiri ao longo da vida. Hoje como mãe de um lindo menino de quatros anos, vejo a importância de despertar cedo o gosto pela leitura e me encanta sua curiosidade ao descobrir um livro novo que ele finge saber ler e conta para a mamãe.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Apresentação dos Componentes do Grupo
MARINALVA VIANA DA SILVA é professora de português/espanhol, trabalha há 12 anos na rede estadual, também substituindo outas áreas,
e trabalha na rede municipal há 6 anos, com ensino infantil.
MARLON ALVES GARCIA é professor de Língua Portuguesa da Rede Estadual
de Ensino há 11 anos, trabalha com turmas de Ensino Fundamental II e Médio.
Atualmente está Professor Coordenador Pedagógico. Tem 43 anos, três filhos, nascido em São Paulo,
Capital, mas desde 2010 mora e trabalha em Limeira-SP.
Graduado em Letras pela PUC-SP, tem uma Especialização em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura e outra em Gestão do Trabalho Pedagógico, além de ter realizado, ano passado, o Curso de Formação de Professores da SEE-SP.
Graduado em Letras pela PUC-SP, tem uma Especialização em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura e outra em Gestão do Trabalho Pedagógico, além de ter realizado, ano passado, o Curso de Formação de Professores da SEE-SP.
MICHELE ANDRESA AUGUSTO PURGANO, tem 27 anos, casada, não tem filhos, é professora de matemática,
está atuando como professora mediadora neste ano letivo na E. E. "Rubens
Pietraróia", em Lençóis Paulista. Adora os números e os cálculos, não
gosta muito das letras, mas gosta de desafios, por isso está no curso, afirmando que está
muito ansiosa e com boas expectativas. Segundo ela, "vivemos em uma constante aprendizagem, e
aprender nunca é demais".
MIRNA APARECIDA HERNANDES
CORCIOLI é uma professora que já atua há 9 anos na rede pública de ensino. Tem 31
anos, fez o curso de letras na USC de Bauru. Gosta de responsabilidade, é
dedicada, animada, curiosa. Gosta de trabalhar com teatro, música, poesia etc.
Sua maior paixão é a família e, quando possível, viajar e fazer amigos.
RENATA BERNARDINO MUTSCHELLE
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Apresentação
A palavra mágica
Como desencantá-la
É a senha da vida
A senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
No mundo todo
Se tarda o encontro, se não o
encontro,
Não desanimo,
Procuro sempre
Procuro sempre, e minha procura
Ficará sendo
Minha palavra.
Carlos Drummond de Andrade
A arte da palavra
Querido leitor, eis alguns depoimentos de colegas de profissão, amantes da arte escrita, dissipadores e incentivadores daquilo que o ser humano pode ter de maior valor, que é sua cultura e seu conhecimento. Você encontrará aqui leituras, relatos, poemas, experiências relacionadas ao ato de escrever e ler. Ressaltamos que é a visão individual, mas também coletiva, de um grupo que ama o que faz e quer dividir com você. E deseja trocar informações, receber críticas, comentários e sugestões para futuras publicações.
Observação: este blog refere-se a uma atividade do curso Leitura e Escrita em Contexto Digital - 2ª edição - 2012, do Programa de formação à distancia de educadores, Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade, e tem como objetivo apresentar a visão dos componentes do grupo a respeito das práticas de leitura e escrita.
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