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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Olá pessoal, segue meu relato, espero a opinião de vocês
 
Relato sobre Práticas de Leitura
Participar desse curso foi uma experiência inovadora e enriquecedora, uma vez que a busca por novos conhecimentos e aperfeiçoamento para mim deve ser uma fonte inesgotável.
Apesar da correria do trabalho, falta de um tempo maior para realização das atividades e alguns problemas pessoais no primeiro módulo, minha força de vontade foi maior e não desisti.Superei dificuldades que foram surgindo no decorrer do curso e procurei me empenhar ao máximo para vencer os novos desafios dessa era digital, aprendi muito e tenho muito ainda que aprender, principalmente nos trabalhos com blog que foi minha a minha maior dificuldade, mas tenho certeza que irei superá-la, pois acredito que a aprendizagem é um processo contínuo.
Desse modo, sabendo que o Currículo Oficial do Estado de São Paulo tem como uma de suas prioridades a competência leitora e escritora, esse curso trouxe uma grande contribuição de informação, conhecimentos e me fez refletir sobre as estratégias de leitura utilizadas até então em minhas práticas pedagógicas e as mudanças inovadoras que posso propiciar aos alunos interagindo com essa nova era digital, já que a variedade de gêneros textuais requer dos alunos a leitura significativa e compreensiva além de atrativa e prazerosa levando-os conhecimentos através de várias fontes de infomação,pois a aquisição da leitura é imprescindível para que todo ser humano possa agir com autonomia nas sociedades letradas, e ela provoca uma desvantagem profunda nas pessoas que não conseguem realizar essa aprendizagem.

Portanto ao término desse curso só tenho a agredecer tanto a minha tutora Carol quanto aos meus colegas de grupo.
Marinalva

sábado, 17 de novembro de 2012

Relatos reflexivos

Pessoal, seguem abaixo relatos reflexivos dos componentes do Grupo sobre o processo vivenciado durante o Programa Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade - Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital. Acompanhem os relatos e não esqueçam de deixar seus comentários.
 
MARLON ALVES GARCIA

Antes de iniciar quaisquer atividades, queremos e devemos realizá-las da melhor forma possível, atingindo o objetivo final de forma plena. Participar deste curso nos proporcionou isso, uma vez que as atividades envolvidas no Curso Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade nos mostraram diferentes formas de comunicação, sobretudo em relação às práticas digitais, as quais ainda são entendidas por alguns como algo além da realidade da sala de aula ou algo que ainda tem um caminho longo a seguir antes de fazer parte das necessidades e atribuições diárias do professor.

A apropriação dos meios de utilização do computador e das diversas ferramentas a ele relacionadas faz parte de uma nova inclusão social, e essa máquina, que já está presente nas mais diferentes práticas cotidianas e, por sua vez, escolares, nos faz rever a cada momento o entendimento que tínhamos sobre leitura e escrita, uma vez que tais meios vêm substituindo também os entendimentos mais comuns sobre o que vem a ser comunicação.

Dessa forma, as dificuldades enfrentadas por muitos que ainda não utilizam o computador como ferramenta de trabalho deixam muito evidente que a mediação da tecnologia afeta o modo como construímos e lemos textos, pois isso afeta diretamente os conceitos mais gerais de produção e reprodução escrita, além da própria construção de sentidos daquilo que se comunica.

Sabe-se que qualquer mudança que ocorra em nossa sociedade passa de alguma forma pela linguagem, uma vez que o homem a utiliza como uma ferramenta intelectual que lhe permite construir cultura. A internet, por sua vez, passa a ser explorada cada vez mais, de diferentes formas, mas sempre com um olhar crítico em relação a uma nova forma de entender essa linguagem que já faz parte de nossas práticas e vivências, pois, se o homem precisa e é capaz de se comunicar, a comunicação passa, por sua vez, a ser mediada pela tecnologia.

O curso nos trouxe, a partir da reflexão dos colegas sobre os diferentes tópicos abordados e diante de nossa realidade que se transforma a todo instante, a necessidade de estar consciente de que a tecnologia já faz parte das práticas escolares diárias, fato que deve fazer com que professores e alunos interajam com este meio, com conteúdos curriculares que promovam essa proximidade com as novas tecnologias digitais, para que nossa escola seja um lugar que possibilite variados recursos de acesso à informação, ou seja, o local do verdadeiro e prático aprender.

Portanto, o Curso Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade foi mais uma forma de conhecer (ou reconhecer) o mundo digital e suas inovações tecnológicas, demonstrando que a escrita e a leitura, que são formas sociais de interação, fazem com que a sala de aula, por ser o lugar ideal para promover as novidades, seja o espaço para promover o desenvolvimento de competências e habilidades a respeito das novas escritas e leituras. Por isso, as novas tecnologias também devem fazer parte da sala de aula ou, pelo menos, do ambiente escolar, pois elas estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia.


MICHELE ANDRESA AUGUSTO PURGANO


Quando iniciei o curso fiquei muito insegura em relação ao tempo disponível para realizá-lo e apreensiva com a minha dificuldade para produzir textos. Com o passar dos módulos, obtive facilidade na compreensão e organização dos conteúdos, fato que me ajudou a administrar o tempo e através dos fóruns, contei com o auxílio de todos os colegas para realizar as minhas produções de textos. Esse foi um desafio produtivo e marcante. Aprendi com os meus colegas e suas experiências e os textos de apoio para realizar as atividades e os fóruns, também foram ótimos facilitadores na aprendizagem.

Foi inovador em minha vida, juntar a ideia de produção de texto e construção de blog, pois essa experiência nunca havia tido antes. Obtive o auxílio do representante do grupo, Marlon, para entender a construção e o funcionamento do blog. Notei que foi de grande valia tudo o que realizei e o conhecimento adquirido certamente levarei em minha formação profissional e pessoal. Adepta a prática da leitura, escrita e números na mesma aula, aprendi novas técnicas para essa adição e como aplicá-las nas aulas de matemática.

Enfim, estamos em constantes mudanças no mundo, inserir tecnologias e viver na “era digital” dentro do ambiente escolar, representam uma pequena parte dessas mudanças, por isso a opção de ter escolhido participar do curso, na busca de inovação em meu trabalho, foi um ótimo passo na longa caminhada.

MIRNA APARECIDA HERNANDES CORCIOLI
 
Relato de uma aluna virtual novata
 
Sou da geração nascida em 1980, vi o final da ditadura, o inicio da democracia e o desenvolvimento tecnológico. Fiz curso de datilografia na infância, por dois anos. Ter computador na década de 90 era artigo de luxo, e telefone fixo também. Lembro com tristeza de só ter uma foto com dois aninhos, pois era caro e difícil. A tecnologia veio de uma forma avassaladora e quem não a acompanhou tornou-se atrasado. Neste quesito, sinto isso em relação aos alunos, nasceram na era tecnológica e ela é vista com naturalidade por eles. Para nós professores, que somos de outra geração, é difícil acompanhar todo esse desenvolvimento tecnológico e muitos até evitam esse contato. Contudo, os meios tecnológicos são ferramentas importantes para a aprendizagem de nossos alunos e por isso resolvi fazer esse curso virtual. Para interagir com pessoas novas, superar os desafios que tenho em relação ao uso do computador. Esse curso foi muito importante porque trouxe novas práticas de aprendizagem. Nunca havia participado da construção de um blog. Pretendo também exercitar essa prática com meus alunos. Agradeço a oportunidade concedida e aos meus colegas pela paciência e comprometimento. Obrigada a todos.
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Conversa telefônica

Introdução geral para a coleção de textos.

Caro leitor, os textos abaixo resultaram de um processo de formação que teve como proposta uma atividade de produção escrita com objetivos bem determinados: No caso do Grupo 4, deveríamos realizar uma conversa telefônica entre dois amigos (o componente do grupo e a pessoa que achou o cadáver).
Dessa forma, cada texto apresentado pelos componentes do grupo envolve conceitos da esfera da atividade humana "conversa telefônica", com suas condições de produção e seus elementos constituintes desse respectivo gênero textual.
Portanto, o objetivo final da atividade é cada componente elaborar sua respectiva conversa telefônica a partir de uma sequência pré-determinada de ações (LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-2), com os pontos de vista individuais a respeito da descoberta de um corpo na soleira de um apartamento.

Vejamos como cada componente construiu seu texto:

 
No primeiro texto, Marinalva conversa com sua amiga Lê sobre a inusitada descoberta em frente à porta de seu apartamento.
 
MARINALVA VIANA DA SILVA
 
"_ Oi Lê, tudo bem ?

_ Amiga, foi Deus que pediu que me ligasse, pois preciso lhe contar o que me aconteceu, senão vou ter um ataque.

_ Nossa! Conta logo, que já estou assustada.

_ Acordei meio atordoada, pois olhei no relógio e vi que já estava atrasada para o trabalho. Então levantei, fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, e quando estava embaixo do chuveiro ouvi a campainha tocar.

_ Não vi nada de diferente até agora, quase teve um ataque só porque acordou atrasada ?

_ Não, calma! Sabe que sou detalhista. Então, como estava dizendo ouvi a campainha tocar, me enxuguei e me arrumei às pressas, saí correndo do banheiro e quando abri a porta percebi algo sinistro.

_ Mas o que aconteceu ?

_ Um homem estava caído e imóvel proximo à soleira do elevador. Olhei e não vi ninguém no corredor para pedir ajuda, então corri para tentar ajudá-lo e, para minha surpresa, ao tocá-lo percebi que estava gelado e sem respiração. Fiquei trêmula e sem saber o que fazer.

_ Você deixou o homem lá ?

_Claro que não, saí correndo e fui até o telefone e liguei para o porteiro, que não aparecia nunca, para o SAMU, que também não vinha, e por último para a polícia, que a princípio achou que fosse trote. E tive que dar todos os meus dados, você acredita? E agora estão todos aqui, menos o porteiro.

_ Nossa! Estou chocada, amiga, mas, enfim, quem era esse homem?

_ Você não vai acreditar, parece um pesadelo, pois o homem era um dos porteiros que no seu primeiro dia de trabalho teve um infarto fulminante.

_ Meu Deus! Coitado...

_ É amiga, realmente parece mesmo um pesadelo, e eu que não queria estar na sua pele.

_ Agora que vão levar o corpo estou mais calma. Aparece mais tarde aqui para conversarmos melhor.

_ Estou indo agora mesmo, para ver se ainda consigo pegar esse tumulto. Beijos e já estou chegando.

_ Só você mesmo (rsrs). Beijos e até."


No segundo texto, Marlon acha que seu amigo João está de brincadeira e quase não acredita no que aconteceu.

MARLON ALVES GARCIA

"Alô, Marlon?

Alô, João, tudo bem?

Mais ou menos.

O que foi?

Rapaz, você nem imagina o que aconteceu aqui hoje.

Não sei mesmo. Diz logo o que foi.

Acordei de manhã, normalmente, olhei o relógio, levantei, fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto...

Pôxa vida, isso você faz todos os dias. Foi para dizer isso que você me ligou?

Espera aí, você não me deixa falar.

Vai logo, eu tenho um monte de coisas para fazer.

Cara, então, eu estava no banheiro e de repente a campainha da porta tocou. Eu me enxuguei às pressas, saí do banheiro, caminhei até a porta...

Já sei, era o dono do apartamento cobrando os 14 meses de aluguel... (rsrsrsrsrsrs)

Deixa de brincadeira, o negócio é sério.

Vai, continua, estou ficando curioso.

Eu destranquei a porta, e quando abri vi um homem caído na soleira.

Nossa, o negócio parece sério mesmo!!!

Estou te falando.

E aí, quem era, o que aconteceu?

Não tenho a mínima ideia de quem seja. Eu só sei que dei uma olhada em torno do corredor e vi que não havia mais ninguém por perto. Abaixei e toquei o sujeito com os dedos. Quase caí pra trás quando percebi que o corpo estava frio e rígido.

Cara, era um cadáver?

Pois é. Estou te falando que o negócio é sério e você está levando na brincadeira.

E aí, o que você fez?

Corri até o telefone e liguei para a polícia. Agora está cheio de gente da polícia em meu apartamento, fazendo um monte de perguntas e fazendo a perícia do local. Além de um monte de gente da imprensa querendo informações.

Então vou até aí, João, para te dar uma força.

Valeu Marlon, até mais."


No próximo texto, Michele conversa com sua amiga Patrícia, que estava viajando e teve uma tremenda surpresa.

MICHELE ANDRESA AUGUSTO PURGANO

“Alô!

Alô, Michele?

Oi, é ela, quem é?

Oi Michele, aqui é a Patrícia.

Oi Patrícia, tudo bem? Eu estava mesmo pensando em te ligar, mas achei que você voltasse de viagem, só no início da próxima semana, me enganei?

Ai Michele, você nem vai acreditar o que me aconteceu.

O que foi Patrícia? Algum problema com sua viagem?

Nem me lembre, realmente eu só voltaria no início da próxima semana, mas devido o ocorrido...

Meu Deus... Estou ficando nervosa, me diga o que aconteceu?

Viajei assim como o planejado.

E aí?

No terceiro dia de viagem, acordei, olhei para o relógio, levantei, fui até ao banheiro, estava escovando os dentes, quando escutei a campainha tocar.

Quem era?

Você não vai acreditar! Enxuguei-me depressa, sai do banheiro, fui em direção a porta, destravei a fechadura, quando abri a porta, vi um homem caído na soleira da porta.

Virgem santíssima! O que ele fazia lá? Passou mal?

Pior, olhei no corredor, não avistei ninguém, abaixei em direção ao homem, quando o toquei, percebi que ele estava frio e rígido e que se tratava de um corpo.

Ham? Um copo?

Não!Um corpo, um cadáver.

Que horror! Como foi isso?

Ainda não tenho todas as informações do caso. Corri para o telefone e liguei para a polícia. O corpo era de um senhor, de aproximadamente 65 anos. O hotel estava com as câmeras de seguranças desligadas, não tinha como saber o ocorrido. A polícia começou a perguntar para todos os presentes do hotel se tinham visto ou ouvido algo estranho.

Nossa...

Relatei o ocorrido para a polícia e fui informada que devo estar à disposição para maiores esclarecimentos.

E você? Qual a sua reação?

Fiquei assustada e decidi voltar para a minha casa. Não queria mais saber de viagem.

Patrícia que viagem foi essa?

Michele, essa vai ficar na história. Vou descansar, só liguei para te avisar.

Tudo bem Patrícia, estou a sua disposição, caso precise de alguma coisa, me ligue. Beijos.

Beijos Michele. Até mais.”

No texto seguinte, de Mirna, os amigos Carlos e Jorge conversam sobre uma inesperada situação.

MIRNA APARECIDA HERNANDES CORCIOLI

"O telefone toca. É Jorge, amigo de longa data.

Oi Carlos. É o Jorge.

Oi, ligando a essa hora. Algum problema?

Cara, você não sabe o que me aconteceu.

O que?

Tem um homem morto na porta do meu apartamento.

Como que isso aconteceu?

Quando eu acordei, estava no banheiro, a campainha tocou e sai correndo para atender. Ao abrir a porta, levei um susto, pois o homem estava caído no chão.

Nossa!

Ele estava frio e duro, não tinha ninguém no corredor. Corri ligar para a polícia.

Faz tempo?

Duas horas, e o defunto ainda está na minha porta e nada da polícia.

Quem será o homem?

Só Deus sabe.

Você quer ajuda?

Não, só liguei para falar com um amigo, aqui está cheio de vizinhos curiosos tomando conta do morto.

Se precisar me ligue.

Tudo bem, tchau.

Tchau."